# GUIA METODOLÓGICA PARA A ELABORAÇÃO DE PROMPTS-MESTRES (v4.0)

## Materiais de Aprendizagem Adaptados para Neurodivergência Infantil

**Versão:** 1.0 (Revisão crítica unificada)
**Data:** 3 de setembro de 2026
**Marco de referência:** DSM-5-TR (APA, 2022) | CID-11 (OMS, 2022) |
CIF-CY (OMS, 2007) | CEC Standards for EBP (2014) | NCAEP (2020) |
CAST UDL 2.2 (2018) | Norma UNE 153101:2018
**Público:** Docentes, famílias, terapeutas educativos, designers
instrucionais, psicopedagogos
**Licença:** CC BY-SA 4.0

---

## ÍNDICE GERAL

1. [Capítulo 1: Fundamento epistemológico, marcos normativos e governo
   de dados](#capítulo-1-fundamento-epistemológico-marcos-normativos-e-governo-de-dados)
2. [Capítulo 2: Marco taxonômico funcional multiaxial
   (MTF-M)](#capítulo-2-marco-taxonômico-funcional-multiaxial-mtf-m)
3. [Capítulo 3: Questionário de perfilamento do aluno (CPA) e
   protocolo de anonimização](#capítulo-3-questionário-de-perfilamento-do-aluno-cpa-e-protocolo-de-anonimização)
4. [Capítulo 4: Metodologia de investigação do estado da arte
   (MIEA)](#capítulo-4-metodologia-de-investigação-do-estado-da-arte-miea)
5. [Capítulo 5: Arquitetura do prompt-mestre (APM) com raciocínio
   pedagógico explícito](#capítulo-5-arquitetura-do-prompt-mestre-apm-com-raciocínio-pedagógico-explícito)
6. [Capítulo 6: Taxonomia de materiais de saída e padrões de
   acessibilidade cognitiva](#capítulo-6-taxonomia-de-materiais-de-saída-e-padrões-de-acessibilidade-cognitiva)
7. [Capítulo 7: Protocolo de validação, métricas quantitativas e
   controle de qualidade](#capítulo-7-protocolo-de-validação-métricas-quantitativas-e-controle-de-qualidade)
8. [Capítulo 8: Anexo técnico — Repositório, metadados e governo do
   código de prompt](#capítulo-8-anexo-técnico--repositório-metadados-e-governo-do-código-de-prompt)
9. [Referências bibliográficas centradas e
   verificáveis](#referências-bibliográficas-centradas-e-verificáveis)

---

## CAPÍTULO 1: FUNDAMENTO EPISTEMOLÓGICO, MARCOS NORMATIVOS E GOVERNO DE DADOS

### PARTE A: EXPLICAÇÃO DETALHADA E RIGOROSA

#### 1.1. Tríplice ancoragem conceitual: nosologia, funcionamento e direitos

Esta guia se sustenta em três pilares epistemológicos que devem operar
simultaneamente:

1. **Nosologia descritiva (DSM-5-TR / CID-11):** Fornece uma linguagem
   taxonômica comum para a comunicação interprofissional. Não prescreve
   intervenções.
2. **Funcionamento e participação (CIF-CY):** A Classificação
   Internacional do Funcionamento, da Incapacidade e da Saúde — Versão
   para Crianças e Jovens (OMS, 2007) desloca o foco da deficiência para
   as barreiras e os facilitadores do ambiente. É o marco obrigatório
   para o planejamento educacional inclusivo no âmbito espanhol (LOMLOE,
   art. 71).
3. **Design Universal para a Aprendizagem (UDL 2.2, CAST, 2018):** Marco
   de desenho curricular que antecipa a variabilidade da aprendizagem
   humana mediante múltiplos meios de representação, expressão e
   engajamento.

> **Princípio reitor:** *O diagnóstico médico justifica a necessidade de
> apoios; o perfil funcional de processamento determina a forma exata
> desses apoios; o ambiente educacional determina se esses apoios são
> facilitadores ou barreiras.*

#### 1.2. Distinção crítica: diagnóstico clínico vs. perfil funcional pedagógico

O Marco Taxonômico Funcional Multiaxial (MTF-M) não é uma classificação
diagnóstica. É um sistema de tradução pedagógica que:
- **Decompõe** as categorias nosológicas em padrões de processamento observáveis.
- **Permite a comorbidade** como regra, não como exceção (vetor multiaxial).
- **Evita a determinação** ("é autista, portanto não pode...") em favor da **probabilização funcional** ("apresenta um padrão A1+B1, portanto a carga cognitiva das instruções deve ser reduzida e estruturada visualmente").

#### 1.3. Marcos normativos de aplicação obrigatória

| Norma | Âmbito | Implicação para esta guia |
|-------|--------|---------------------------|
| **LOMLOE (Espanha, 2020)** | Educação | Art. 71: direito à inclusão; art. 72: adaptações curriculares; art. 74: apoios e recursos. O MTF-M opera como ferramenta para a individualização. |
| **CIF-CY (OMS, 2007)** | Saúde/Educação | Códigos d1–d9 (atividades e participação), e1–e5 (fatores ambientais). O CPA deve mapear barreiras e facilitadores do ambiente. |
| **Convenção dos Direitos da Criança (ONU, 1989)** | Direitos | Art. 23 (deficiência), art. 28 (educação), art. 12 (opinião da criança). O CPA deve incluir a voz do aluno quando possível. |
| **RGPD (UE, 2016/679) + LOPDGDD (Espanha, 2018)** | Proteção de dados | Art. 8 (menores), art. 9 (dados sensíveis). A injeção de dados de menores em LLM comerciais requer base jurídica explícita e anonimização. |
| **FERPA (EUA, 1974)** | Educação (EUA) | Proteção de registros educacionais. Aplicável se o repositório tiver usuários norte-americanos. |

#### 1.4. Governo de dados, privacidade e integridade do menor

A geração de materiais educacionais mediante IA que processe dados
pessoais de menores com neurodivergência constitui um tratamento de
dados sensíveis (categoria especial, art. 9 RGPD). Estabelecem-se as
seguintes medidas de **cumprimento obrigatório**:

**a) Princípio de minimização e anonimização**
- **Proibição absoluta** de introduzir em qualquer LLM: nomes, sobrenomes, datas de nascimento exatas, endereços, nomes de centros educacionais, identificadores oficiais, fotografias reconhecíveis ou combinações de dados que permitam a reidentificação (art. 4.5 RGPD).
- **Protocolo de substituição:** Todo dado identificativo é substituído por um código alfanumérico gerado localmente (ex.: `[ALUNO_2026_EP2_001]`). A tabela de correspondência é armazenada em um dispositivo local cifrado, nunca na nuvem.
- **Vetor funcional anônimo:** O prompt-mestre só recebe o vetor MTF-M, o nível educacional, a área curricular e as preferências funcionais. Nunca recebe histórico médico detalhado nem relatórios psicológicos completos.

**b) Princípio de licitude do tratamento**
- A base jurídica para o tratamento de dados de menores no contexto educativo deve ser o **cumprimento de uma missão de interesse público** (art. 6.1.e RGPD) ou o **interesse vital** (art. 6.1.d), articulado com o **consentimento explícito do representante legal** (art. 8 RGPD).
- O uso de LLM comerciais (ChatGPT, Claude, Gemini) para processar dados de menores requer: 1. Contrato de encargo de tratamento (art. 28 RGPD) com cláusula de não treinamento; 2. Ativação de opções "opt-out" de mineração de dados; 3. Avaliação de impacto em proteção de dados (EIPD) se o tratamento for sistemático (art. 35 RGPD).

**c) Princípio de isolamento e soberania tecnológica**
- **Opção preferente:** Uso de modelos de linguagem de código aberto executados localmente (ex.: Llama 3.1/3.2, Mistral, Qwen) sobre infraestrutura do centro educativo ou da equipe local.
- **Opção condicionada:** Uso de APIs comerciais somente se for garantido contratualmente que os dados não são armazenados nem utilizados para treinamento, e se for implementada anonimização prévia.
- **Proibição:** Uso de LLM gratuitos de consumo massivo sem garantias contratuais para dados de menores com condições de saúde.

#### 1.5. Hierarquia de evidência adaptada (CEC, 2014; NCAEP, 2020)

A seleção de estratégias pedagógicas é submetida a uma hierarquia
sintética que integra os padrões do *Council for Exceptional Children
(CEC, 2014)* e os critérios do *National Clearinghouse on Autism
Evidence and Practice (NCAEP, 2020)*.

| Nível | Tipo de desenho | Critérios de rigor CEC/NCAEP | Força de recomendação |
|-------|-----------------|------------------------------|------------------------|
| **I** | Metaanálise / Revisão sistemática PRISMA | ≥ 2 metaanálises independentes; heterogeneidade I² < 75% com explicação; ausência de viés de publicação significativo (funnel plot, Egger's test) | **Obrigatória** como fundamento primário |
| **II** | ECA / Desenho de grupo experimental | ≥ 2 estudos independentes; tamanho do efeito d ≥ 0.40 ou g ≥ 0.40; fidelidade de implementação documentada | **Recomendada** |
| **III** | Desenhos de Sujeito Único (SCD) de qualidade | ≥ 5 estudos de qualidade com ≥ 20 participantes acumulados; replicação experimental (múltiplas linhas de base, alternância); fidelidade ≥ 80%; medição entre juízes ≥ 80% | **Recomendada** (método de eleição na educação especial quando os ECA não são eticamente viáveis) |
| **IV** | Quase-experimental / Pré-pós com controle | Grupo de comparação ou linha de base estável; certas ameaças à validade interna controladas | **Complementar** |
| **V** | Qualitativo rigoroso / Descritivo correlacional | Amostragem intencional, triangulação, auditoria, transferibilidade documentada | **Exploratória / Contextual** |
| **VI** | Opiniões de especialistas / Literatura cinzenta comercial | Sem grupo de controle nem replicação; sem dados de fidelidade | **Não constitui EBP** por si só |

**Nota metodológica:** Na educação especial, o SCD de qualidade (Nível III) tem validade epistemológica equiparável ao ECA (Nível II) quando se cumprem os critérios de replicação, fidelidade e generalização, segundo os padrões do *What Works Clearinghouse (WWC, 2020)* e *CEC (2014)*. Não é um nível inferior; é um nível **paralelo** para populações onde a aleatorização de grupos é inviável ou pouco ecológica.

### PARTE B: O QUE VOCÊ TEM DE FAZER NESTA PARTE? (PASSO A PASSO)

**Passo 1. Mude de mentalidade: do diagnóstico ao funcionamento**
- Não pense: *"Vou fazer uma ficha para uma criança autista"*.
- Pense: *"Vou fazer uma ficha para alguém que entende as coisas ao pé da letra, distrai-se com o ruído visual e precisa que lhe expliquem os passos um a um"*.
- **Por quê:** Duas crianças com o mesmo rótulo médico podem precisar de materiais opostos. O funcionamento é o que importa.

**Passo 2. Limpe os dados pessoais**
- Apague da sua mente (e do seu teclado) o nome real da criança, sua escola, seu endereço e sua data de nascimento exata.
- Se precisar de um identificador, invente um genérico: `[ALUNO_01]`, `[EST_2026_A]`.
- **Por quê:** O Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) da Europa considera os dados de saúde de menores como informação de máxima sensibilidade. Se vazarem, o centro e você podem ter responsabilidades legais.

**Passo 3. Ative o filtro anti-milagres**
- Desconfie de qualquer estratégia que prometa "curar" o autismo, o TDAH ou a dislexia.
- Aceite somente métodos que cientistas e docentes tenham testado em salas de aula reais e publicado em periódicos revisados por especialistas.
- **Por quê:** Há muitas pseudociências vendidas a famílias desesperadas (dietas milagrosas, terapias de som, comunicação facilitada). Usá-las na sala de aula não só não ajuda; pode fazer mal e é eticamente reprovável.

---

## CAPÍTULO 2: MARCO TAXONÔMICO FUNCIONAL MULTIAXIAL (MTF-M)

### PARTE A: EXPLICAÇÃO DETALHADA E RIGOROSA

#### 2.1. Princípio da multidimensionalidade e comorbidade como regra

O MTF-M opera sob o princípio de que a neurodivergência infantil raramente se apresenta em forma de categorias puras. Os metaanálises indicam que:
- Entre 28 % e 44 % das crianças com TEA apresentam TDAH comórbido (Leitner, 2014; Rommelse et al., 2010).
- Entre 20 % e 40 % das crianças com TDAH apresentam dificuldades específicas de aprendizagem (DuPaul et al., 2013).
- As dificuldades sensoriais estão presentes em 69–93 % das crianças com TEA (Crane et al., 2018) e em 40–60 % das crianças com TDAH (Pfeiffer et al., 2018).

Portanto, o MTF-M não classifica o aluno em uma única dimensão. Define um **vetor multiaxial** que combina subperfis de distintas dimensões, cada um com seu próprio nível de severidade ou apresentação.

#### 2.2. Estrutura das 6 dimensões funcionais

Cada dimensão se ancora em uma categoria nosológica do DSM-5-TR/CID-11, mas se traduz em **padrões de processamento observáveis em sala de aula**.

##### DIMENSÃO A: PROCESSAMENTO SOCIAL-COMUNICATIVO

*Ancoragem nosológica: TEA (DSM-5-TR 299.00 / CID-11 6A02); Transtorno da comunicação social pragmática (DSM-5-TR 315.39)*

| Subperfil | Descrição funcional detalhada | Implicações pedagógicas | Estratégias EBP vinculadas |
|-----------|-------------------------------|-------------------------|----------------------------|
| **A1. Receptivo-alternativo** | Processamento linguístico predominantemente literal. Dificuldade para decodificar implicaturas, ironia, metáforas, instruções indiretas ou de duplo sentido. Pode apresentar ecolalia de frases inteiras (*delayed echolalia*) como mecanismo de compensação. | Instruções de uma só ordem. Uso de linguagem concreta e declarativa. Evitar duplas negações, hipérbatos e orações subordinadas condicionais complexas. | Visual Supports (NCAEP, 2020); Picture Exchange Communication System — PECS (NCAEP, 2020); Video Modeling (NCAEP, 2020) |
| **A2. Expressivo-estruturado** | Produção linguística com estruturas formais, monólogos temáticos, dificuldade para iniciar, manter ou encerrar conversações de forma recíproca. Pode haver ecolalia imediata. | Modelagem conversacional. Roteiros sociais (*Social Stories™*, Gray, 2010). Quadros de comunicação. Reforçamento da comunicação funcional (FCT). | Social Narratives (NCAEP, 2020); Functional Communication Training — FCT (NCAEP, 2020) |
| **A3. Interacional-recíproco** | Alteração da atenção conjunta, partilha de interesses, teoria da mente (ToM) e reciprocidade socioemocional. Dificuldade para interpretar estados mentais alheios ou ajustar o comportamento segundo o contexto social. | Estruturação de papéis em duplas ou grupos pequenos. Regras explícitas de interação. Jogos com turnos estruturados. Ensino direto de habilidades sociais. | Peer-Mediated Instruction and Intervention (NCAEP, 2020); Social Skills Training (WWC, 2015) |
| **A4. Sensorial-comunicativo** | A capacidade comunicativa (receptiva ou expressiva) se degrada significativamente sob condições de sobrecarga sensorial. O aluno pode "perder a linguagem" em ambientes ruidosos ou com alta densidade visual. | Redução de ruído ambiental. Canais AAC de baixa estimulação. Permissão para usar comunicação não verbal em momentos de alta carga. Protocolos de regulação prévios à comunicação. | Environmental Modification (AFIRM); Integração Sensorial (evidência mista: não é EBP segundo NCAEP, 2020, mas estratégias ambientais sim) |

**Especificador de severidade:**
- **A-Leve:** Apoio. Dificuldades sutis em contextos sociais complexos; compensação ativa.
- **A-Moderado:** Apoio substancial. Dificuldades evidentes mesmo com apoios estruturados; necessidade de intervenção direta.
- **A-Grave:** Apoio muito substancial. Comunicação mínima ou ausente; dependência de sistemas AAC de alta tecnologia ou de baixa tecnologia ampliada.

##### DIMENSÃO B: PROCESSAMENTO ATENICIONAL-EXECUTIVO

*Ancoragem nosológica: TDAH (DSM-5-TR 314.0x / CID-11 6A05); Funções executivas associadas a TDC e TEA*

| Subperfil | Descrição funcional detalhada | Implicações pedagógicas | Estratégias EBP vinculadas |
|-----------|-------------------------------|-------------------------|----------------------------|
| **B1. Inatento-difuso** | Dificuldade para suster a atenção focalizada em tarefas não preferidas. Alta vulnerabilidade à interferência de estímulos irrelevantes (distrabilidade seletiva). Esquecimento de materiais, instruções e deveres. Não é falta de esforço; é um déficit nos circuitos frontoparietais de atenção sustentada. | Fragmentação de tarefas (*task chunking*). Temporizadores visuais (Time Timer). Listas de verificação e lembretes externos. Redução de estímulos irrelevantes no ambiente. | Self-Management (NCAEP, 2020); Visual Supports (NCAEP, 2020); Organizational Skills Training (Abikoff et al., 2013) |
| **B2. Hiperativo-impulsivo** | Necessidade motora de descarga contínua; dificuldade para permanecer sentado em contextos que exigem imobilidade. Respostas antecipadas sem inibição condutual prévia. Interrupções frequentes. | Assentos dinâmicos (ball chairs, wobble cushions). Rotinas de movimento incorporadas (*brain breaks*). Canais de resposta cinestésica (quadros verticais, manipulativos). Reforçamento diferencial de condutas incompatíveis. | Exercise and Movement (NCAEP, 2020); Differential Reinforcement (NCAEP, 2020) |
| **B3. Executivo-planificador** | Déficits em memória de trabalho (verbal e visuoespacial), flexibilidade cognitiva, sequenciação de metas, organização temporal e autorregulação. Dificuldade para iniciar tarefas (*task initiation*) e para transitar entre atividades (*set shifting*). | Andaimagem externa de planejamento (agendas visuais, mapas de tarefas). Decomposição prévia de objetivos. Ensino explícito de estratégias de planejamento (metacognição). Uso de rotinas e checklists. | Cognitive Behavioral Therapy — adaptado (evidência mista em TDAH infantil); Organizational Skills Training (Langberg et al., 2008) |
| **B4. Regulação emocional-atencional** | Labilidade afetiva derivada da frustração ante o esforço cognitivo sustentado. Dificuldade para regular a atenção quando o estado emocional se altera. Possível reatividade elevada ante o erro ou a crítica. | Zonas de descompressão (*calm-down spaces*). Termômetros emocionais visuais. Reforçamento contingente e imediato. Ensino de vocabulário emocional. Antecipação de transições. | Emotional Regulation Training (métodos baseados em DBT adaptados); Mindfulness adaptado (evidência emergente em TDAH) |

**Especificador de apresentação:**
- **B-Inatento (B1):** Predomínio de B1, sem componente hiperativo-impulsivo significativo.
- **B-Hiperativo/Impulsivo (B2):** Predomínio de B2, com inatencão leve ou ausente.
- **B-Combinado (B1+B2):** Presença significativa de ambos os domínios.

##### DIMENSÃO C: PROCESSAMENTO LINGUÍSTICO-ACADÊMICO

*Ancoragem nosológica: Transtornos específicos de aprendizagem (DSM-5-TR 315.x / CID-11 6A03); Transtornos do desenvolvimento da fala ou da linguagem (CID-11 6A01)*

| Subperfil | Descrição funcional detalhada | Implicações pedagógicas | Estratégias EBP vinculadas |
|-----------|-------------------------------|-------------------------|----------------------------|
| **C1. Leito-decodificador** | Alteração na via fonológica (déficit em consciência fonológica, correspondência grafema-fonema) ou na via lexical (reconhecimento visual de palavras). Resultado: leitura lenta, imprecisa, com laboriosidade que consome recursos de memória de trabalho, impedindo a compreensão. | Instrução fonética sistemática e explícita. Método multissensorial (Orton-Gillingham, Wilson Reading System). Tipografia acessível (OpenDyslexic, Lexend). Audição simultânea da leitura. | Orton-Gillingham (WWC, 2010); Systematic Phonics (NRP, 2000); Repeated Reading (WWC, 2015) |
| **C2. Compreensão leitora** | Decodificação automatizada (ou preservada) sem acesso à macroestrutura, inferências, conectores discursivos ou intenção do autor. Dificuldade para sintetizar, resumir ou generalizar de um texto. | Organizadores gráficos de leitura (story maps, semantic maps). Estratégia de ensino recíproco (Palincsar & Brown, 1984). Perguntas de compreensão literal antes de inferenciais. Textos com estrutura explícita. | Reciprocal Teaching (WWC, 2012); Graphic Organizers (WWC, 2015); Text Structure Instruction (WWC, 2017) |
| **C3. Expressão escrita** | Déficits no planejamento textual, organização de ideias, ortografia, sintaxe, coesão e coerência narrativa/argumentativa. Pode incluir componente disgráfico motor (grafomotricidade) ou disortografia linguística. | Modelos de planejamento prévio (esquemas de parágrafo). Ditado por voz. Processadores com predição lexical e corretor. Rubricas de autorregulação. Instrução explícita em estruturas textuais. | Self-Regulated Strategy Development — SRSD (WWC, 2017); Process Writing (WWC, 2012) |
| **C4. Lógico-matemático** | Dificuldade no sentido numérico, subitização, correspondência biunívoca, memória de procedimentos matemáticos, resolução de problemas verbais e raciocínio matemático. Pode coexistir com dificuldades espaciais ou de memória de trabalho. | Modelo CRA (Concreto-Representacional-Abstrato). Manipulativos físicos e virtuais. Esquemas de resolução de problemas. Instrução explícita de vocabulário matemático. | CRA Model (WWC, 2015); Explicit Instruction (WWC, 2018); Schema-Based Instruction (Jitendra et al., 2007) |
| **C5. Fonológico-articulatório** | Alteração na produção ou discriminação de fonemas que impacta na inteligibilidade da fala e/ou na leitura-escrita (déficit no laço fonológico). Pode requerer intervenção fonoaudiológica específica. | Integração com o fonoaudiólogo. Atividades de consciência fonológica apoiadas visualmente. Reforço da articulação em contexto natural. Adaptações em avaliações orais. | Speech-Language Pathology integrada; Visual Phonics (evidência limitada mas promissora) |

##### DIMENSÃO D: PROCESSAMENTO SENSORIAL-MOTOR

*Ancoragem nosológica: Transtorno do desenvolvimento da coordenação (CID-11 6A04 / DSM-5-TR 315.4); Transtornos de processamento sensorial (nota: não é categoria nosológica independente no DSM-5-TR, mas reconhecida na CID-11 e na literatura ocupacional)*

| Subperfil | Descrição funcional detalhada | Implicações pedagógicas | Estratégias EBP / Estratégias de suporte |
|-----------|-------------------------------|-------------------------|------------------------------------------|
| **D1. Proprioceptivo-vestibular** | Busca ou evitação de input de pressão profunda, movimento rotatório ou posição espacial. Instabilidade postural, dificuldade para manter o sentido corporal no espaço sem referentes visuais. | Almofadas sensoriais, coletes com peso (supervisionados por terapeuta ocupacional), trabalho em estação vertical (carteiras elevadas), rotinas de integração sensorial supervisionadas. | Environmental modifications; Weighted vests (evidência mista: não é EBP segundo NCAEP, 2020, mas uso terapêutico condicionado) |
| **D2. Tátil-defensivo** | Hiper ou hiporreatividade ao tato. Rejeição a texturas de papel, lápis, cola, contato físico inesperado. Ou, pelo contrário, busca de contato intenso. | Adaptadores de pegada (grips ergonômicos). Alternativas ao lápis-papel (tablet, datilografia). Materiais de textura aceita. Pré-avisos antes do contato físico. | Environmental modifications; Assistive Technology |
| **D3. Visual-auditivo** | Hipersensibilidade à sobrecarga de estímulos visuais (densidade gráfica, luzes piscantes, cores saturadas) ou auditivos (ruídos de fundo, frequências agudas). Distração por ruído visual ou acústico. | Materiais com baixo ruído visual (máximo 2–3 cores, fontes tipográficas sem serifa, espaço em branco ≥ 40 %). Cancelamento de ruído (auriculares). Iluminação natural ou LED quente sem piscamento. | Environmental modifications; Noise-reducing headphones |
| **D4. Motricidade fina-grossa** | Dispraxia de coordenação motora fina (traçado, recorte, manipulação de objetos pequenos) ou grossa (equilíbrio, coordenação olho-mão no espaço). Impacto na grafomotricidade e em atividades manipulativas. | Macroformatos. Tesouras adaptadas (mola). Interfaces digitais (seleção, arraste). Marcadores de pegada grossa. Tarefas decompostas motoricamente. | Assistive Technology; Integração com Terapia Ocupacional |
| **D5. Estereotipias-tiques** | Movimentos ou vocalizações repetitivas, rítmicas e estereotipadas (mãos, balanço, vocalizações) ou tiques motores/fônicos (síndrome de Tourette, transtorno de tiques transitório). Podem interferir com a atenção, a escrita ou a participação social. | Não castigo. Desenho de tarefas compatíveis com o movimento (ex.: responder em voz alta, usar quadro vertical). Treinamento em resposta competidora (HRT/CBIT) para tiques. Educação dos colegas. | Habit Reversal Training / CBIT (evidência forte para tiques); Differential Reinforcement (NCAEP, 2020) |

> **Nota crítica sobre a Integração Sensorial (IS):** Até 2026, a terapia de integração sensorial de Ayres **não** está classificada como EBP pelo NCAEP (2020) nem pela Academia Americana de Pediatria (AAP, 2012) para o TEA. Entretanto, as **modificações ambientais** baseadas em princípios sensoriais (redução de ruído, iluminação controlada, ferramentas de regulação) sim são estratégias de suporte universalmente aceitas. O MTF-M distingue entre **intervenção terapêutica** (que requer EBP) e **acondicionamento ambiental** (que requer coerência funcional).

##### DIMENSÃO E: DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL E ADAPTATIVO

*Ancoragem nosológica: Transtornos do desenvolvimento intelectual (DSM-5-TR 317–319 / CID-11 6A00)*

| Subperfil | Descrição funcional detalhada | Implicações pedagógicas | Estratégias EBP vinculadas |
|-----------|-------------------------------|-------------------------|----------------------------|
| **E1. Cognitivo-leve** | Funcionamento intelectual na faixa limítrofe ou levemente inferior (QI aproximado 50–70, com todas as cautelas sobre o construto QI). Ritmo de aprendizagem desacelerado; consolidação lenta; raciocínio abstrato limitado mas potencial para aprendizagens funcionais e acadêmicas básicas. | Instrução direta e explícita. Repetição espaçada. Decomposição microscópica de objetivos. Generalização sistemática. Foco em habilidades funcionais. | Systematic Instruction (WWC, 2015); Direct Instruction (WWC, 2018); Constant Time Delay (NCAEP, 2020) |
| **E2. Cognitivo-moderado** | Necessidade de apoios contínuos para a aquisição de aprendizagens funcionais (autonomia pessoal, social, laboral básica) e acadêmicas elementais (leitura funcional, matemáticas funcionais). | Currículo funcional orientativo. Aprendizagem baseada em rotinas comunitárias e da vida diária. Sistemas de comunicação aumentativa. Ensino em ambientes naturais. | Functional Curriculum; Picture Exchange Communication System — PECS (NCAEP, 2020); Task Analysis (NCAEP, 2020) |
| **E3. Cognitivo-grave** | Alta dependência em atividades básicas da vida diária. Comunicação centrada no nível pré-verbal ou verbal muito elementar. Possíveis necessidades médicas associadas. | Sistemas AAC de alta tecnologia (dispositivos de voz) ou baixa tecnologia (quadros ampliados). Estimulação multissensorial basal. Atenção à qualidade de vida e dignidade. | Assistive Technology; Augmentative and Alternative Communication (AAC); Positive Behavior Support |
| **E4. Adaptativo-social** | Discrepância entre capacidade intelectual (frequentemente na faixa média ou superior) e nível de independência funcional/autonomia pessoal. Dificuldades em habilidades de vida diária, organização pessoal, gestão do tempo, apesar de boa competência acadêmica em áreas isoladas. | Ensino explícito de habilidades de vida diária. Listas de verificação visuais para rotinas de autocuidado. Coaching de autonomia. Treinamento em ambientes naturais. | Social Narratives (NCAEP, 2020); Self-Management (NCAEP, 2020); Video Modeling (NCAEP, 2020) |

##### DIMENSÃO F: COMPORTAMENTAL-REGULATÓRIO

*Ancoragem nosológica: Transdiagnóstica. Elementos de TEA, TDAH, transtornos de ansiedade, transtornos do humor, condições médicas associadas (epilepsia, etc.)*

| Subperfil | Descrição funcional detalhada | Implicações pedagógicas | Estratégias EBP vinculadas |
|-----------|-------------------------------|-------------------------|----------------------------|
| **F1. Comportamental-operante** | Comportamentos que interferem com a tarefa ou a segurança, mantidos por funções de escape (evitar a tarefa), atenção (adulto ou pares), acesso a tangíveis (objetos, atividades) ou estimulação sensorial automática. Requerem análise funcional (FBA) prévia. | Apoio Comportamental Positivo (PBIS). Análise funcional da conduta (FBA). Plano de intervenção comportamental (BIP). Ensino de conduta alternativa comunicativamente equivalente (FCT). Reforçamento diferencial. | Functional Behavior Assessment (NCAEP, 2020); Positive Behavior Support (NCAEP, 2020); Differential Reinforcement (NCAEP, 2020); Functional Communication Training — FCT (NCAEP, 2020) |
| **F2. Ansioso-evitativo** | Respostas de evitação, bloqueio ou inibição ante tarefas percebidas como ameaçadoras. Perfeccionismo paralisante, medo do erro, antecipação catastrófica, fuga de situações sociais ou acadêmicas. Pode confundir-se com desobediência. | Dessensibilização sistemática da tarefa (gradação de exposição). Tarefas de sucesso garantido inicial (demanda de baixa exigência → alta). Metas de processo em lugar de metas de produto. Reestruturação cognitiva adaptada. | Cognitive Behavioral Therapy — CBT (evidência forte em ansiedade infantil); Exposure-based interventions |
| **F3. Rígido-rutinário** | *Distress* elevado ante a imprecisão, mudanças inesperadas, alteração da sequência esperada ou interrupções de rotinas. Necessidade extrema de previsibilidade. Pode manifestar-se como resistência, negativismo ou crises. | Agendas visuais com indicadores de mudança (cartão "surpresa" ou "mudança"). Histórias de antecipação. Temporização estrita com pré-avisos. Manutenção de estruturas. Transições ritualizadas. | Visual Schedules (NCAEP, 2020); Social Narratives (NCAEP, 2020); Priming (NCAEP, 2020) |
| **F4. Desregulado-crise** | Vulnerabilidade a episódios de desregulação neurovegetativa intensa (*meltdown*: resposta de luta/fuga; *shutdown*: resposta de imobilidade/dissociação). Pode incluir agressão, autolesão, fuga ou mutismo seletivo situacional. | Protocolo de baixa estimulação individualizado. Cartão de pausa/fuga solicitada de forma autônoma. Identificação de sinais de alerta precoce (*rumble stage*). Zona de regulação com ferramentas sensoriais. Nunca contenção física como primeira linha. | Crisis Prevention Institute (CPI) protocols; Low Arousal Approach (McDonnell, 2019); Positive Behavior Support |

#### 2.3. Sintaxe formal do sistema de rotulagem multiaxial

Para garantir a interoperabilidade em repositórios de prompts, estabelece-se a seguinte gramática:

    EtiquetaPrompt ::= "MTF_" VetorDimensoes "_" NivelEducativo "_" AreaCurricular "_" FormatoSaida
    VetorDimensoes ::= Subperfil ( "+" Subperfil )*
    Subperfil ::= CodigoDimensao "-" SeveridadeApresentacao
    CodigoDimensao ::= "A1" | "A2" | "A3" | "A4" | "B1" | "B2" | "B3" | "B4" | "C1" | "C2" | "C3" | "C4" | "C5" | "D1" | "D2" | "D3" | "D4" | "D5" | "E1" | "E2" | "E3" | "E4" | "F1" | "F2" | "F3" | "F4"
    SeveridadeApresentacao ::= "Leve" | "Mod" | "Grav" | "Inat" | "Hip" | "Comb"
    NivelEducativo ::= "EI1" | "EI2" | "EP1" | "EP2" | "EP3" | "ESO" | "BACH" | "FP"
    AreaCurricular ::= "LENG" | "MAT" | "CIE" | "SOC" | "ART" | "EF" | "TRANS"
    FormatoSaida ::= "Ficha" | "Secuencia" | "ACNS" | "ACS" | "Manip" | "Visual" | "Guia" | "Rubrica"

**Exemplos de etiquetas válidas:**
- `MTF_A1-Leve+B1-Inat_EP2_LENG_Ficha`
- `MTF_C1-Mod+C2-Leve_EP1_MAT_Secuencia`
- `MTF_F3-Leve+F4-Leve_EI2_TRANS_Visual`

### PARTE B: O QUE VOCÊ TEM DE FAZER NESTA PARTE? (PASSO A PASSO)

**Passo 1. Observe a criança aprender (não só o diagnóstico)**
- Não olhe o relatório médico. Olhe como ela age quando lhe dá uma ficha nova.
- Lê as instruções ou espera que lhas expliquem? → Possível A1.
- Distrái-se com o lápis do colega? → Possível B1.
- Escreve muito devagar e com letra ilegível? → Possível C3 ou D4.
- Fica nervosa se você muda a hora do recreio? → Possível F3.

**Passo 2. Marque os seus "códigos" na lista das 6 dimensões**
- Pegue papel e caneta. Vá letra por letra (A, B, C, D, E, F) e sublinhe o que acontece com ela.
- Não se preocupe se marcar várias. É normal. A neurodivergência não vem em pacotes individuais.

**Passo 3. Escreva o "código de identificação" do seu prompt**
- Junte os códigos que escolheu, separados por `+`.
- Acrescente o ano e a disciplina.
- **Exemplo:** `MTF_A1-Leve+B1-Inat_EP2_MAT_Ficha`
- **Significado:** Criança que entende tudo ao pé da letra + distrai-se com facilidade, do 2º ano do Ensino Fundamental, para Matemática, em formato ficha de exercícios.

---

## CAPÍTULO 3: QUESTIONÁRIO DE PERFILAMENTO DO ALUNO (CPA) E PROTOCOLO DE ANONIMIZAÇÃO

### PARTE A: EXPLICAÇÃO DETALHADA E RIGOROSA

#### 3.1. Desenho do CPA como instrumento de tradução funcional

O Questionário de Perfilamento do Aluno (CPA) não é um instrumento de avaliação psicométrica. É um **protocolo de recolha de informação funcional** que traduz a observação pedagógica e o conhecimento contextual em um *payload* estruturado compatível com o Prompt-Mestre Base (PMB).

Seu desenho inspira-se em:
- O modelo **ABAS-3** (*Adaptive Behavior Assessment System*, 3ª ed.) para a dimensão adaptativa.
- O **Sensory Profile-2** (Dunn, 2014) para a dimensão sensorial.
- O **BRIEF-2** (*Behavior Rating Inventory of Executive Function*) para a dimensão executiva.
- A **CIF-CY** (OMS, 2007) para o mapeamento de barreiras e facilitadores ambientais.

#### 3.2. Formulário CPA v4.0

### QUESTIONÁRIO DE PERFILAMENTO DO ALUNO (CPA) v4.0

---

#### SEÇÃO 1: INFORMAÇÃO CONTEXTUAL E ANONIMIZADA

| Campo | Instrução de preenchimento | Exemplo |
|-------|----------------------------|---------|
| **ID Anonimizado** | Código alfanumérico gerado localmente. Nunca nome real. | `[ALUNO_EP2_001]` |
| **Faixa etária** | Intervalo de 2 anos. Nunca data exata. | `8-9 anos` |
| **Nível educacional** | Ciclo ou etapa. Nome do centro NUNCA. | `EP 2º Ciclo (3º-4º)` |
| **Área curricular-alvo** | Matéria e conteúdo específico. | `Matemática — Resolução de problemas aditivos` |
| **Ambiente de aplicação** | Contexto físico e social. | `Sala de aula comum / Cantinho de apoio tranquilo` |
| **Duração estimada** | Tempo máximo de sessão em minutos. | `20 minutos` |
| **Adulto mediador** | Papel do adulto que aplicará o material. | `Docente de apoio (PTSC)` |

#### SEÇÃO 2: VETOR MULTIAXIAL MTF-M ATIVO

Instruções: Marque **todos** os subperfis observados no contexto educacional. Um aluno pode ter múltiplos códigos.

**Dimensão A — Social-Comunicativo:**
- [ ] A1. Receptivo-alternativo (Severidade: ☐ Leve ☐ Moderado ☐ Grave)
- [ ] A2. Expressivo-estruturado (Severidade: ☐ Leve ☐ Moderado ☐ Grave)
- [ ] A3. Interacional-recíproco (Severidade: ☐ Leve ☐ Moderado ☐ Grave)
- [ ] A4. Sensorial-comunicativo (Severidade: ☐ Leve ☐ Moderado ☐ Grave)

**Dimensão B — Atencional-Executivo:**
- [ ] B1. Inatento-difuso (Apresentação: ☐ Inatento ☐ Combinado)
- [ ] B2. Hiperativo-impulsivo (Apresentação: ☐ Hiperativo/Impulsivo ☐ Combinado)
- [ ] B3. Executivo-planificador
- [ ] B4. Regulação emocional-atencional

**Dimensão C — Linguístico-Acadêmico:**
- [ ] C1. Leito-decodificador
- [ ] C2. Compreensão leitora
- [ ] C3. Expressão escrita
- [ ] C4. Lógico-matemático
- [ ] C5. Fonológico-articulatório

**Dimensão D — Sensorial-Motor:**
- [ ] D1. Proprioceptivo-vestibular
- [ ] D2. Tátil-defensivo
- [ ] D3. Visual-auditivo
- [ ] D4. Motricidade fina-grossa
- [ ] D5. Estereotipias-tiques

**Dimensão E — Desenvolvimento Intelectual e Adaptativo:**
- [ ] E1. Cognitivo-leve
- [ ] E2. Cognitivo-moderado
- [ ] E3. Cognitivo-grave
- [ ] E4. Adaptativo-social

**Dimensão F — Comportamental-Regulatório:**
- [ ] F1. Comportamental-operante
- [ ] F2. Ansioso-evitativo
- [ ] F3. Rígido-rutinário
- [ ] F4. Desregulado-crise

#### SEÇÃO 3: PERFIL DE CANAIS, MOTIVAÇÃO E FORTALEZAS

| Campo | Descrição | Resposta |
|-------|-----------|----------|
| **Canal primário de entrada** | Como recebe melhor a informação? | ☐ Visual estruturado ☐ Visual livre ☐ Auditivo ☐ Manipulativo/tátil ☐ Multissensorial |
| **Canal primário de saída** | Como demonstra melhor o que aprendeu? | ☐ Oral curto ☐ Escrito guiado ☐ Escrito livre ☐ Seleção visual ☐ Manipulativo ☐ Tecnológico (tablet) |
| **Temas de alta motivação** | Interesses específicos, hiperfocações ou reforçadores potentes. | `Trens de alta velocidade, dinossauros carnívoros, Minecraft` |
| **Fortalezas cognitivas** | Capacidades destacadas que podem servir como pontos de ancoragem. | `Memória visual para logotipos, atenção aos detalhes, raciocínio mecânico` |
| **Reforçadores identificados** | O que motiva o aluno a iniciar ou completar tarefas. | `Tempo livre com tablet, elogio específico, adesivos, atividade preferida` |

#### SEÇÃO 4: BARREIRAS, RESTRIÇÕES E FACILITADORES DO AMBIENTE (CIF-CY)

| Campo | Descrição | Resposta |
|-------|-----------|----------|
| **Desencadeantes de mal-estar (triggers)** | Estímulos, situações ou demandas que ativam *distress* ou crises. | `Páginas com mais de 3 cores, temporizadores com som agudo, frases subordinadas longas, mudanças de última hora` |
| **Sinais de alerta precoce** | Indicadores de que o aluno está começando a se desregular. | `Esfrega as mãos, baixa o olhar, aumenta o volume de voz, balança-se` |
| **Sistema de comunicação de apoio** | Usa AAC, PECS, quadros, pictogramas? | `Pictogramas ARASAAC, quadro de emoções, nenhum` |
| **Adaptações visuais requeridas** | Especificações de desenho do material. | `Tipo OpenDyslexic 14pt, margem ampla (≥2,5 cm), máximo 3 exercícios por página, fundo creme` |
| **Adaptações ambientais** | Modificações do ambiente físico. | `Luz natural, cantinho tranquilo, cancelamento de ruído, cadeira com peso` |
| **Facilitadores identificados** | Elementos do ambiente que melhoram seu rendimento. | `Música de fundo baixa, colega de referência, antecipação visual de mudanças` |

#### SEÇÃO 5: OBJETIVO PEDAGÓGICO CONCRETO E FORMATO DE SAÍDA

| Campo | Instrução | Exemplo |
|-------|-----------|---------|
| **Objetivo observável** | Verbo observável + conteúdo + condição + critério. | `O aluno identificará o personagem principal e o cenário em um texto narrativo de 80 palavras, mediante seleção de pictogramas, com um máximo de 1 ajuda verbal.` |
| **Tipo de aprendizagem** | Novo, reforço ou generalização. | `Novo` |
| **Tipo de material** | Que produto se necessita. | `Ficha de trabalho autocontida` |
| **Formato de saída** | Estrutura desejada. | `Markdown, com descrições de elementos visuais entre colchetes` |
| **Padrão curricular** | Competência ou descritor do currículo oficial. | `CCBB.L1.4.2 — Compreender textos narrativos simples identificando elementos básicos.` |

#### 3.3. Protocolo de anonimização do CPA antes da injeção em LLM

**Fase 1: Substituição de identificadores**
- Substituir nomes próprios por códigos ([ALUNO_X]).
- Substituir datas exatas por faixas (8–9 anos em vez de 8 anos e 3 meses).
- Substituir nomes de centros por tipologia (centro público urbano em vez de CEIP San José).

**Fase 2: Minimização do payload**
- Eliminar do prompt toda informação do CPA que não seja estritamente necessária para a geração do material.
- Exemplo: Se o material é uma ficha de matemática, não é necessário incluir no prompt o histórico médico completo nem as preferências alimentares.

**Fase 3: Verificação de reidentificação**
- Verificação cruzada: A combinação de idade aproximada + nível + vetor MTF-M + interesses específicos permite identificar o aluno em um grupo pequeno?
- Se a resposta for afirmativa, generalizar os interesses (ex.: "veículos" em vez de "trens AVE Série 103").

**Fase 4: Registro de tratamento**
- Documentar: data de geração, modelo de IA utilizado, dados introduzidos (resumo), pessoa responsável.
- Conservar o registro segundo a política de retenção do centro (geralmente 3–5 anos no âmbito educacional espanhol).

### PARTE B: O QUE VOCÊ TEM DE FAZER NESTA PARTE? (PASSO A PASSO)

**Passo 1. Baixe ou copie o modelo do CPA**
- Cole-o em um documento de texto no seu computador. Não use papel se depois for escrever dados pessoais que possam se perder.

**Passo 2. Preencha-o com a informação da criança**
- **O que a apaixona:** Se ela adora trens, escreva "trens". Isso a IA usará para engajá-la (ex.: "O trem AVE tem 3 vagões. Se em cada vagão viajam 12 pessoas...").
- **O que a incomoda ou a sobrecarrega:** Se a sobrecarregam as cores chamativas ou as páginas cheias de texto, escreva no campo de restrições. A IA o evitará.
- **O que você quer que ela aprenda hoje:** Seja muito concreto. Não coloque "que melhore em matemática". Coloque "que some com 'vai um' usando fichas de cores".

**Passo 3. Verifique que não há dados privados**
- Leia o que escreveu. Escapou-lhe o nome da criança? O nome da escola? O endereço? A data de nascimento exata?
- Se encontrar algo, apague e ponha o código genérico.
- **Conselho:** Se não tiver certeza, imagine que vai publicar este texto na Internet. Iria importar-lhe? Se sim, anonimize mais.

---

## CAPÍTULO 4: METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO DO ESTADO DA ARTE (MIEA)

### PARTE A: EXPLICAÇÃO DETALHADA E RIGOROSA

#### 4.1. Fundamento epistemológico da MIEA

A Metodologia de Investigação do Estado da Arte (MIEA) evita que o prompt-mestre reproduza práticas pseudocientíficas, obsoletas ou ineficazes. Seu objetivo é dotar o prompt de um fundamento científico verificável antes que a IA gere qualquer material.

A MIEA não exige que o docente seja um pesquisador especialista. Exige que siga um protocolo de busca e filtragem padronizado que garanta um nível mínimo de validade.

#### 4.2. Estrutura PICO-T pedagógica

A pergunta de investigação formula-se mediante a adaptação pedagógica do modelo PICO:

| Componente | Definição | Exemplo |
|------------|-----------|---------|
| **P (População)** | Vetor MTF-M + idade + nível educacional | Crianças de 8–9 anos com vetor A1-Leve + B1-Inat + C1-Mod em EP 2º ciclo |
| **I (Intervenção)** | Estratégia ou método pedagógico específico | Instrução fonética multissensorial (Orton-Gillingham) |
| **C (Comparação)** | Alternativa ou ausência de intervenção | vs. instrução tradicional de leitura / vs. linha de base |
| **O (Resultado)** | Variável dependente mensurável | Aumento de palavras corretas por minuto (WCPM) e precisão de decodificação |
| **T (Tempo / Contexto)** | Duração, ambiente, frequência | 20 sessões de 30 min, 3 vezes/semana, em sala de aula comum com reforço |

**Exemplo de PICO-T completa:**
> "Que efeito tem a instrução fonética multissensorial (Orton-Gillingham) sobre a fluência leitora (WCPM) em comparação com a instrução tradicional, em crianças de 8–9 anos com perfil C1-Mod (dislexia) no contexto de sala de aula comum com reforço, durante 12 semanas?"

#### 4.3. Matriz de fontes primárias e repositórios de EBP

**Nível 1 — Bases de dados acadêmicas (consultar ao menos uma):**

| Base de dados | URL | Especialidade | Acesso |
|---------------|-----|---------------|--------|
| PubMed / MEDLINE | pubmed.ncbi.nlm.nih.gov | Neurodesenvolvimento, intervenções psicoeducativas | Livre (resumos) |
| PsycINFO | apa.org/pubs/databases/psycinfo | Psicologia educacional, conduta | Assinatura / Universidades |
| ERIC | eric.ed.gov | Educação, política educativa | Livre (resumos + muitos PDF) |
| Web of Science | webofscience.com | Multidisciplinar, métricas de impacto | Assinatura |
| Scopus | scopus.com | Multidisciplinar | Assinatura |
| Cochrane Library | cochranelibrary.com | Revisões sistemáticas de intervenções | Livre (resumos) |
| Campbell Collaboration | campbellcollaboration.org | Educação, justiça, bem-estar social | Livre |

**Nível 2 — Repositórios de EBP em educação especial (consultar ao menos um):**

| Repositório | URL | Conteúdo | Nível de evidência |
|-------------|-----|----------|--------------------|
| What Works Clearinghouse (WWC) | whatworks.ed.gov | Práticas educativas validadas nos EUA | ECA, Quase-experimental, SCD |
| National Autism Center (NAC) | nationalautismcenter.org | National Standards Project (NSP2) | Metaanálise, ECA, SCD |
| AFIRM Modules | afirm.fpg.unc.edu | Módulos de EBP para TEA com guias de implementação | SCD, ECA |
| IRIS Center | iris.peabody.vanderbilt.edu | Módulos de EBP para educação especial | Diversos |
| CEC High-Leverage Practices | highleveragepractices.org | Práticas de alto impacto em educação especial | Revisão de especialistas + evidência |
| Evidence-Based Intervention Network | ebinfopages.com | Intervenções para dificuldades de leitura | SCD, ECA |

**Nível 3 — Guias de prática clínica (consultar se disponível):**

| Guia | Organismo | Âmbito |
|------|-----------|--------|
| NICE Guideline CG217 | NICE (Reino Unido) | TEA em menores e adultos |
| NICE Guideline NG87 | NICE (Reino Unido) | TDAH: diagnóstico e manejo |
| SIGN 145 | SIGN (Escócia) | TEA: avaliação, diagnóstico e intervenções |
| AAP Clinical Report | American Academy of Pediatrics | Manejo do TEA em pediatria |

#### 4.4. Matriz de filtragem científica: EBP vs. Pseudociências

| ESTRATÉGIAS PERMITIDAS (EBP) | ESTRATÉGIAS PROIBIDAS (Pseudociência / Sem evidência) |
|------------------------------|-------------------------------------------------------|
| Visual Supports (NCAEP, 2020) | Facilitated Communication (FC) |
| PECS (NCAEP, 2020) | Rapid Prompting Method (RPM) |
| Video Modeling (NCAEP, 2020) | Terapia de Integração Auditiva (AIT) / Tomatis |
| Social Narratives (NCAEP, 2020) | Filtros de cor Irlen (sem evidência para TEA) |
| Self-Management (NCAEP, 2020) | Comunicação Facilitada (FC) |
| FCT (NCAEP, 2020) | Terapia de quelación |
| Prompting (NCAEP, 2020) | Miracle Mineral Solution (MMS) |
| Reinforcement (NCAEP, 2020) | Terapia com Oxigênio Hiperbárico (HBO) para TEA |
| Task Analysis (NCAEP, 2020) | Secretina para TEA |
| Peer-Mediated Intervention (NCAEP, 2020) | Antifúngicos para TEA (sem base) |
| Orton-Gillingham (WWC, 2010) | |
| Modelo CRA (WWC, 2015) | |
| Instrução Explícita (WWC) | |
| Graphic Organizers (WWC) | |
| Reciprocal Teaching (WWC) | |

**Critérios de exclusão de uma estratégia:**
1. Promete "curar" a neurodivergência.
2. Carece de publicações em periódicos indexados (PubMed, PsycINFO, ERIC).
3. Sua única evidência são testemunhos, vídeos virais ou livros de autoajuda.
4. Foi desmentida por metaanálises ou revisões sistemáticas (ex.: AIT, FC).
5. Implica risco físico ou psicológico (ex.: terapia de quelación, terapias de aversão).

#### 4.5. Protocolo de extração de evidência para o prompt

De cada fonte validada, extrair:

### FICHA DE EXTRAÇÃO DE EVIDÊNCIA

- **Fonte:** Autor, Ano, Título, Periódico/Editorial, DOI
- **Nível de evidência:** [I / II / III / IV / V / VI]
- **Desenho metodológico:** [Metaanálise / ECA / SCD / Quase-experimental / Qualitativo]
- **População estudada:** Idade, perfil diagnóstico/funcional, N total
- **Intervenção:** Descrição operacional em 3–5 linhas (o quê, quem, quanto, onde)
- **Variável dependente:** Como se mediu o resultado
- **Resultado principal:** Tamanho do efeito (d, g, η², Tau-U, PND, IRD) com intervalo de confiança se disponível
- **Fidelidade de implementação:** % de adesão ao protocolo
- **Generalização e manutenção:** Foi medida? Qual foi o resultado?
- **Limitações:** Viéses, heterogeneidade, validade ecológica, amostra
- **Aplicabilidade ao caso:** Por que esta evidência é relevante para o vetor MTF-M do aluno?

#### 4.6. Integração da evidência no Prompt-Mestre Base

A evidência extraída integra-se na seção "Fundamentação científica obrigatória" do PMB (Capítulo 5). A IA deve ser instruída para que:
1. Aplique estritamente as estratégias EBP listadas.
2. Exclua explicitamente as práticas da lista negra.
3. Justifique cada adaptação do material com referência à EBP selecionada.

### PARTE B: O QUE VOCÊ TEM DE FAZER NESTA PARTE? (PASSO A PASSO)

**Passo 1. Escolha 2 ou 3 estratégias que sabe que funcionam para o seu perfil**
- Se custa ler: Busque "Orton-Gillingham" ou "phonics multissensory" em ERIC ou WWC.
- Se custam as matemáticas: Busque "Concrete Representational Abstract" + "math disabilities".
- Se é muito visual: Busque "visual supports" + "autism" em AFIRM.

**Passo 2. Anote a fonte científica**
- Não basta escrever "uso pictogramas". Escreva: "Visual Supports — EBP validada pelo NCAEP (2020), 13 estudos de SCD com 52 participantes, efeito grande (Tau-U = 0.85)".
- Isso diz à IA (e a você) que não é uma opinião, é algo comprovado.

**Passo 3. Prepare a "lista negra"**
- Escreva as coisas que vai proibir à IA:
- "Não use terapias de som".
- "Não prometa curar nada".
- "Não use texto longo e denso se a criança tem perfil B1 (inatento)".

---

## CAPÍTULO 5: ARQUITETURA DO PROMPT-MESTRE (APM) COM RACIOCÍNIO PEDAGÓGICO EXPLÍCITO

### PARTE A: EXPLICAÇÃO DETALHADA E RIGOROSA

#### 5.1. Fundamento do Raciocínio Pedagógico Explícito

A guia v3.0 citava um "RPE Framework (Dourvas et al., 2026)" que não pôde ser verificado nas bases de dados acadêmicas consultadas (PubMed, Scopus, Google Scholar). Portanto, a v4.0 elimina esta referência não verificável e substitui o conceito por uma arquitetura baseada em **Chain-of-Thought (CoT) prompting** (Wei et al., 2022) adaptada ao desenho pedagógico.

O princípio é simples mas potente: forçar o modelo de linguagem a raciocinar passo a passo antes de gerar o material final. Isso reduz os erros de coerência pedagógica e aumenta o alinhamento com as EBP selecionadas.

**Estrutura do raciocínio no prompt:**
1. **Análise da carga cognitiva:** Como se reduz a demanda segundo o vetor MTF-M?
2. **Mapeamento de EBP:** Que estratégia baseada em evidência se aplica em cada elemento do material?
3. **Justificação de adaptações:** Por que se tomou cada decisão de desenho (tipografia, estrutura, sequenciação)?
4. **Antecipação de barreiras:** Que dificuldades previsíveis tem o aluno com este material e como se mitigam?

#### 5.2. Modelo completo do Prompt-Mestre Base (PMB v4.0)

    # PROMPT-MESTRE BASE v4.0: GERAÇÃO DE MATERIAIS ADAPTADOS
    ## ETIQUETA MULTIAXIAL: {{ETIQUETA_MTF_M}}
    ## VERSÃO DO PROMPT: 4.0
    ## DATA DE GERAÇÃO: {{DATA_ATUAL}}

    ---

    ### 1. CONFIGURAÇÃO DO SISTEMA E PAPEL
    - **Papel atribuído:** Designer Instrucional Sênior especializado em Educação Especial,
      Neurodivergência Infantil e Práticas Baseadas em Evidência (EBP).
    - **Marco teórico de desenho:** Design Universal para a Aprendizagem (CAST UDL 2.2, 2018);
      Ensino Estruturado (TEACCH); Norma UNE 153101:2018 (Leitura Fácil).
    - **Restrição de tom:** Profissional, caloroso mas não infantilizante.
      Evitar condescendência. Respeitar a idade cronológica do aluno no conteúdo temático.

    ---

    ### 2. DADOS DO ALUNO (Injetados desde CPA anonimizado)
    - **ID Anonimizado:** {{ID_ALUNO}}
    - **Faixa etária:** {{FAIXA_ETARIA}}
    - **Nível educacional:** {{NIVEL_EDUCACIONAL}}
    - **Vetor MTF-M ativo:** {{VETOR_MTF_M}}
    - **Canal primário de entrada:** {{CANAL_ENTRADA}}
    - **Canal primário de saída:** {{CANAL_SAIDA}}
    - **Temas de alta motivação:** {{TEMAS_MOTIVACAO}}
    - **Fortalezas cognitivas:** {{FORTALEZAS}}
    - **Reforçadores identificados:** {{REFORCADORES}}
    - **Desencadeantes de mal-estar (triggers):** {{TRIGGERS}}
    - **Sinais de alerta precoce:** {{ALERTAS}}
    - **Sistema de comunicação de apoio:** {{SISTEMA_AAC}}
    - **Adaptações visuais requeridas:** {{ADAPT_VISUAIS}}
    - **Adaptações ambientais:** {{ADAPT_AMBIENTAIS}}
    - **Facilitadores identificados:** {{FACILITADORES}}

    ---

    ### 3. FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA OBRIGATÓRIA (Injetada desde MIEA)
    **Nível de evidência requerido:** Mínimo Nível II (ECA) ou Nível III (SCD de qualidade) segundo hierarquia CEC/NCAEP.

    **Estratégias EBP a aplicar obrigatoriamente neste material:**
    {{LISTA_EBP_APLICAVEIS}}

    **Estratégias EXPLICITAMENTE PROIBIDAS (lista negra):**
    {{LISTA_NEGRA_ESTRATEGIAS}}

    **Ficha de extração de evidência principal:**
    {{FICHA_EVIDENCIA_1}}
    {{FICHA_EVIDENCIA_2}}
    {{FICHA_EVIDENCIA_3}}

    ---

    ### 4. OBJETIVO PEDAGÓGICO CONCRETO
    - **Objetivo observável:** {{OBJETIVO_OBSERVAVEL}}
    - **Tipo de aprendizagem:** [Novo / Reforço / Generalização]
    - **Padrão curricular:** {{PADRAO_CURRICULAR}}
    - **Duração estimada da sessão:** {{DURACAO}} minutos
    - **Ambiente de aplicação:** {{AMBIENTE}}
    - **Adulto mediador:** {{MEDIADOR}}

    ---

    ### 5. RACIOCÍNIO PEDAGÓGICO EXPLÍCITO (Chain-of-Thought obrigatório)
    Antes de gerar o material, raciocine passo a passo:

    **Passo 1 — Análise de carga cognitiva:**
    - Qual é a demanda cognitiva da tarefa segundo o vetor MTF-M?
    - Que elementos do material podem gerar sobrecarga e como se reduzem?
    - Requer decomposição em micropassos? Quantos passos máximo por subtarefa?

    **Passo 2 — Mapeamento de EBP aos elementos do material:**
    - Para cada seção do material, indique que EBP se aplica e por quê.
    - Exemplo: "Seção de instruções → Visual Supports + Explicit Instruction (NCAEP, 2020)"

    **Passo 3 — Justificação de adaptações visuais e estruturais:**
    - Tipografia, tamanho de fonte, densidade gráfica, uso de cor, espaçamento.
    - Como se alinham com as necessidades do vetor D3 (visual-auditivo) ou C1 (leito-decodificador)?

    **Passo 4 — Antecipação de barreiras e plano de contingência:**
    - O que poderia dar errado durante a aplicação?
    - Que alternativa se oferece se o aluno mostrar sinais de alerta precoce?

    ---

    ### 6. FORMATO DE SAÍDA E ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
    - **Tipo de material solicitado:** [Ficha / Sequência didática / Adaptação curricular / Manipulativo / Apoio visual / Guia de intervenção / Rúbrica / Comunicação familiar / Desenho de ambiente]
    - **Formato de entrega:** Markdown estruturado, com descrições de elementos visuais entre colchetes `[descrição do elemento gráfico]`.
    - **Restrições de desenho:**
      - Máximo {{MAX_CORES}} cores por página (recomendado: 2–3).
      - Tipo de fonte: {{TIPO_FONTE}} (recomendado: sans-serif, 14–16pt).
      - Espaço em branco mínimo: {{ESPACO_BRANCO}}% da superfície.
      - Extensão máxima de instruções por passo: {{MAX_PALAVRAS_INSTRUCAO}} palavras.
      - Uso de pictogramas: [Sim / Não / Condicional]. Se sim, especificar sistema (ARASAAC, Boardmaker, etc.).

    ---

    ### 7. RESTRIÇÕES DE SEGURANÇA E ÉTICA
    - **NÃO** incluir conteúdo que prometa curar, reverter ou eliminar a neurodivergência.
    - **NÃO** sugerir práticas da lista negra (pseudociências, terapias não validadas).
    - **NÃO** infantilizar o aluno: respeitar a idade cronológica em temática e linguagem.
    - **NÃO** incluir imagens ou descrições que possam identificar o aluno.
    - **NÃO** gerar materiais com carga emocional negativa (castigo, vergonha, comparação social).
    - **SIM** incluir alternativa de escape ou pausa se o material detectar sinais de desregulação.
    - **SIM** garantir que o material é autocontido (não requer conhecimento prévio não especificado).

    ---

    ### 8. EXEMPLO FEW-SHOT (Opcional, se se requer formato específico)
    {{EXEMPLO_FORMATO_SAIDA}}

    ---

    ### 9. METADADOS DO PROMPT
    - **Autor do prompt:** {{AUTOR}}
    - **Data de validação:** {{DATA_VALIDACAO}}
    - **Revisão científica:** [Sim / Não] — Revisor: {{REVISOR}}
    - **Teste piloto:** [Sim / Não] — Número de usuários piloto: {{N_PILOTO}}
    - **Pontuação Likert de usabilidade:** {{LIKERT_USABILIDADE}}/5
    - **Versionamento:** v{{VERSAO_MAJOR}}.{{VERSAO_MINOR}}
    - **Licença:** CC BY-SA 4.0

#### 5.3. Exemplo de Prompt Concreto Personalizado (PCP) funcional

A seguir, apresenta-se um exemplo completo de PCP para um aluno com vetor `MTF_A1-Leve+B1-Inat_EP2_LENG_Ficha`:

    # PROMPT CONCRETO PERSONALIZADO (PCP)
    ## ETIQUETA: MTF_A1-Leve+B1-Inat_EP2_LENG_Ficha

    ---

    ### 1. CONFIGURAÇÃO DO SISTEMA E PAPEL
    - **Papel:** Designer Instrucional Sênior em Educação Especial e EBP.
    - **Marco:** UDL 2.2 (CAST, 2018); Ensino Estruturado (TEACCH); Leitura Fácil (UNE 153101:2018).
    - **Tom:** Profissional, caloroso, não infantilizante.

    ### 2. DADOS DO ALUNO
    - **ID:** [ALUNO_EP2_001]
    - **Idade:** 8-9 anos
    - **Nível:** EP 2º Ciclo (3º-4º)
    - **Vetor MTF-M:** A1-Leve (processamento literal) + B1-Inat (inatento-difuso)
    - **Canal de entrada:** Visual estruturado
    - **Canal de saída:** Seleção visual + oral curto
    - **Temas de motivação:** Trens de alta velocidade, Minecraft
    - **Fortalezas:** Memória visual para logotipos, atenção aos detalhes
    - **Triggers:** Páginas com mais de 3 cores, instruções subordinadas longas
    - **Alertas precoces:** Esfrega as mãos, baixa o olhar
    - **Adaptações visuais:** Tipo sans-serif 14pt, margem ≥2,5 cm, máximo 3 exercícios/página, fundo creme
    - **Facilitadores:** Música de fundo baixa, antecipação visual de mudanças

    ### 3. FUNDAMENTAÇÃO CIENTÍFICA
    **EBP aplicáveis:**
    - Visual Supports (NCAEP, 2020): 13 estudos SCD, 52 participantes, Tau-U = 0.85 (efeito grande).
    - Explicit Instruction (WWC, 2018): ECA com d = 0.68 em compreensão leitora elementar.
    - Self-Management (NCAEP, 2020): 8 estudos SCD, efeito moderado-grande em atenção sustentada.

    **Lista negra:**
    - Não usar terapias de integração auditiva, filtros Irlen, comunicação facilitada.
    - Não prometer cura ou normalização.

    ### 4. OBJETIVO PEDAGÓGICO
    - **Objetivo:** O aluno identificará o personagem principal e o cenário em um texto narrativo de 80 palavras, mediante seleção de pictogramas, com um máximo de 1 ajuda verbal.
    - **Tipo:** Novo
    - **Padrão:** CCBB.L1.4.2 — Compreender textos narrativos simples identificando elementos básicos.
    - **Duração:** 20 minutos
    - **Ambiente:** Sala de aula comum / Cantinho de apoio tranquilo

    ### 5. RACIOCÍNIO PEDAGÓGICO EXPLÍCITO
    **Passo 1 — Carga cognitiva:**
    O perfil A1-Leve implica processamento literal: evitar inferências implícitas, duplas negações e metáforas. O perfil B1-Inat requer fragmentação: a ficha divide-se em 3 microseções de máximo 5 minutos cada uma, com checklist visual de progresso.

    **Passo 2 — Mapeamento de EBP:**
    - Instruções iniciais → Explicit Instruction: modelo-guia-prática independente.
    - Texto e perguntas → Visual Supports: pictogramas ARASAAC para personagem, cenário e ação.
    - Autorregulação → Self-Management: lista de cotejo com 3 passos ("Leio", "Busco", "Aponto").

    **Passo 3 — Adaptações visuais:**
    - Fonte Lexend ou similar sans-serif, 14pt, entrelinha 1.5.
    - Fundo creme (#FFF8E1) para reduzir contraste agressivo.
    - Máximo 2 cores funcionais (azul para instruções, verde para respostas corretas).
    - Espaço em branco ≥ 45% para reduzir ruído visual (compatível com perfil D3).

    **Passo 4 — Antecipação de barreiras:**
    - Se o aluno baixar o olhar (alerta precoce): oferecer pausa de 2 minutos com cartão de "descanso".
    - Se não completar em 20 min: guardar progresso e continuar na próxima sessão (evitar frustração).

    ### 6. FORMATO DE SAÍDA
    - **Tipo:** Ficha de trabalho autocontida
    - **Formato:** Markdown com descrições visuais entre colchetes
    - **Restrições:** Máximo 2 cores, fonte sans-serif 14pt, espaço em branco ≥ 45%, instruções ≤ 8 palavras por passo, pictogramas ARASAAC.

    ### 7. RESTRIÇÕES DE SEGURANÇA
    [Incluir as 7 restrições padrão do PMB]

    ### 8. EXEMPLO FEW-SHOT
    [Incluir exemplo de ficha prévia se disponível]

    ### 9. METADADOS
    - **Autor:** [Docente/Equipe]
    - **Validação:** Pendente
    - **Licença:** CC BY-SA 4.0

### PARTE B: O QUE VOCÊ TEM DE FAZER NESTA PARTE? (PASSO A PASSO)

**Passo 1. Copie o modelo do PMB**
- Tome o modelo da seção 5.2 e guarde-o em um documento de texto.
- Este é o seu "modelo-mãe". Não o modifique; apenas preencha-o.

**Passo 2. Substitua tudo o que está entre {{chaves_duplas}}**
- Cada `{{variável}}` é um espaço que você deve preencher com a informação do CPA.
- Se não tiver dados para uma variável, apague-a ou ponha "Não se aplica".

**Passo 3. Revise o "Raciocínio pedagógico explícito"**
- Leia o que a IA vai raciocinar antes de escrever. Faz sentido? Falta algo?
- Se a criança tem perfil F3 (rutinário), acrescente: "Incluir indicador visual de mudança inesperada".

**Passo 4. Execute o prompt na IA**
- Copie o texto completo (já sem chaves) e cole-o no modelo de linguagem.
- **Lembre-se:** Se usar um LLM comercial, assegure-se de que os dados estão anonimizados.

---

## CAPÍTULO 6: TAXONOMIA DE MATERIAIS DE SAÍDA E PADRÕES DE ACESSIBILIDADE COGNITIVA

### PARTE A: EXPLICAÇÃO DETALHADA E RIGOROSA

#### 6.1. Tipologia de materiais geráveis

O repositório de prompts-mestres pode gerar 9 categorias de materiais, cada uma com padrões técnicos e pedagógicos próprios:

| Código | Categoria | Descrição | Padrão de qualidade mínimo |
|--------|-----------|-----------|----------------------------|
| **Ficha** | Ficha de trabalho autocontida | Material de uma só sessão com objetivo observável, instruções, atividade e critério de sucesso. | UNE 153101:2018; ≤ 3 cores; instruções ≤ 10 palavras; pictogramas se A1/A2 |
| **Secuencia** | Sequência didática adaptada | Conjunto de 3–5 sessões estruturadas com objetivos hierarquizados, materiais por sessão e avaliação formativa. | UDL 2.2; coerência interna ≥ 0.80; progressão de carga cognitiva visível |
| **ACNS** | Adaptação curricular não significativa | Modificações de acesso (tempo, formato, apresentação) sem alterar objetivos curriculares. | LOMLOE Art. 72; CIF-CY mapeamento de barreiras |
| **ACS** | Adaptação curricular significativa | Modificações de conteúdo, objetivos ou critérios de avaliação. | Relatório psicopedagógico; consenso de equipe |
| **Manip** | Material manipulativo | Objetos físicos ou descrições de objetos para aprendizagem sensório-motora. | Segurança EN-71; tamanho anti-asfixia; texturas compatíveis com D2 |
| **Visual** | Apoio visual | Pictogramas, agendas, quadros, histórias sociais, termômetros emocionais. | ARASAAC padrão; contraste ≥ 4.5:1; tamanho mínimo 5×5 cm |
| **Guia** | Guia de intervenção para adulto | Protocolo passo a passo para o docente, família ou terapeuta. | Fidelidade ≥ 80%; checklist de implementação; *troubleshooting* |
| **Rubrica** | Rúbrica de avaliação ou autorregulação | Descritor de níveis de desempenho com critérios observáveis. | 3–4 níveis; linguagem positiva; exemplos ancorados; autovaloração incluída |
| **Comunica** | Comunicação com famílias | Relatório, agenda ou mensagem adaptado para pais/mães. | Leitura Fácil; tom colaborativo; dados anonimizados; recursos externos |
| **Entorno** | Desenho de ambiente | Proposta de organização física da sala de aula ou cantinho de apoio. | CIF-CY fatores ambientais; princípios sensoriais; acessibilidade universal |

#### 6.2. Padrões de acessibilidade cognitiva e desenho universal

**a) Tipografia e legibilidade**
- **Fonte:** Sans-serif (OpenDyslexic, Lexend, Arial, Verdana). Tamanho mínimo 14pt (preferível 16pt para EP1–EP2).
- **Entrelinha:** 1.5 como mínimo.
- **Largura de linha:** Máximo 60–70 caracteres por linha (incluindo espaços).
- **Alinhamento:** À esquerda (justificado completo dificulta a leitura na dislexia).
- **Contraste:** Mínimo 4.5:1 segundo WCAG 2.1 AA; evitar preto puro sobre branco puro (usar cinza escuro #333333 sobre creme #FFF8E1).

**b) Densidade gráfica e ruído visual**
- **Espaço em branco:** Mínimo 40% da superfície total do material.
- **Cores funcionais:** Máximo 3 cores por página, com significado consistente (ex.: azul = instrução, verde = resposta, laranja = alerta/mudança).
- **Elementos decorativos:** Proibidos os elementos puramente decorativos sem função pedagógica (clipart irrelevante, bordas ornamentais).

**c) Estrutura textual e cognitiva**
- **Extensão das instruções:** Máximo 8–10 palavras por ordem. Uma só ação por enunciado.
- **Estrutura de parágrafo:** Técnica TEE (Título-Exemplo-Exercício) ou PEEL (Point-Evidence-Explanation-Link) adaptada ao nível.
- **Sinalização de mudanças:** Cartão "mudança" ou "surpresa" se o material alterar a rotina esperada (perfil F3).

**d) Acessibilidade sensorial**
- **Auditivo:** Se o material inclui áudio, volume regulável, sem frequências agudas (>4 kHz atenuadas), velocidade de locução ajustável.
- **Tátil:** Se é material físico, texturas alternativas para perfil D2; peso e tamanho adaptados para D4.
- **Visual:** Evitar padrões de alto contraste que podem desencadear enxaqueca ou sobrecarga visual (perfil D3).

### PARTE B: O QUE VOCÊ TEM DE FAZER NESTA PARTE? (PASSO A PASSO)

**Passo 1. Escolha que tipo de material necessita**
- É para uma só aula? → Ficha.
- É para várias aulas seguidas? → Sequência.
- É para mudar o exame? → ACNS ou ACS.
- É para acalmar a criança? → Visual (termômetro emocional).
- É para explicar ao pai como vai? → Comunica.

**Passo 2. Revise que cumpra as regras de desenho**
- Tem letra clara e grande? Não está tudo amontoado?
- Usa máximo 3 cores? Cada cor tem um sentido (não é só decoração)?
- As instruções são curtas e de uma só ação?

**Passo 3. Prove o material antes de usá-lo**
- Imprima-o ou mostre-o em tela. Sobrecarrega a você? Se a você sobrecarrega, à criança com perfil D3 saturará.
- Se é uma ficha, a entende você em menos de 30 segundos sem explicação adicional? Se não, reescreva-a.

---

## CAPÍTULO 7: PROTOCOLO DE VALIDAÇÃO, MÉTRICAS QUANTITATIVAS E CONTROLE DE QUALIDADE

### PARTE A: EXPLICAÇÃO DETALHADA E RIGOROSA

#### 7.1. Fases do protocolo de validação

Antes de publicar um prompt-mestre no repositório, deve superar 5 fases de validação obrigatórias:

| Fase | Nome | Critério de aprovação | Responsável |
|------|------|-----------------------|-------------|
| **V1** | Revisão científica | ≥ 2 fontes de Nível I–III da hierarquia CEC/NCAEP; coerência entre EBP citadas e vetor MTF-M; ausência de práticas da lista negra. | Revisor com formação em EBP (psicopedagogo, pesquisador) |
| **V2** | Revisão pedagógica | > 80% dos materiais gerados pelo prompt são utilizáveis sem reescrita maior; coerência curricular com padrões oficiais; ajuste ao nível educacional. | Docente especialista na área curricular |
| **V3** | Revisão de segurança | Zero riscos altos identificados (conteúdo discriminatório, infantilizante, pseudocientífico ou que prometa cura); cumprimento do protocolo de anonimização. | Revisor de ética / Delegado de proteção de dados |
| **V4** | Prova com usuários piloto | N ≥ 3 docentes ou famílias aplicam o prompt com ao menos 1 aluno cada; pontuação média ≥ 4.0/5.0 em escala Likert de usabilidade (SUS adaptado). | Coordenador do repositório |
| **V5** | Revisão de viés algorítmico | Variabilidade de outputs < 20% em 5 execuções repetidas do mesmo PCP com temperatura 0.3; coerência interna do material gerado. | Técnico de IA / Designer instrucional |

#### 7.2. Métricas quantitativas de qualidade do material gerado

**a) Legibilidade textual (obrigatória para materiais textuais)**
- **Fórmula de Fernández-Huerta (espanhol):**
  `Legibilidade = 206.84 − 0.60 × P − 1.02 × F`
  Onde P = palavras longas (≥ 3 sílabas) por 100 palavras; F = frases por 100 palavras.
  **Limiar recomendado:** Para EP1–EP2, índice ≥ 80 (muito fácil); para EP3–ESO, índice ≥ 60 (fácil).
- **Fórmula de Szigriszt-Pazos (INFLESZ):**
  `Legibilidade = 206.835 − 62.3 × (sílabas/palavras) − (palavras/frases)`
  **Limiar:** Similar ao anterior, com intervalos ajustados por idade.
- **Nota para o português:** As fórmulas acima são calibradas para o espanhol. Para materiais em português do Brasil, recomenda-se usar fórmulas validadas para o português (ex.: adaptação de Martins et al. baseada em caracteres por palavra) ou índices como o IESC (Índice de Engenharia de Sentenças de Cirne), aplicando os mesmos limiares de exigência.

**b) Carga cognitiva estimada**
- **Número de passos por tarefa:** Máximo 3–4 passos para perfil B3 (executivo); máximo 1 passo explícito para perfil E2–E3.
- **Elementos visuais por página:** Máximo 5–7 elementos relevantes (excluindo espaço em branco) para perfil B1 (inatento).
- **Extensão de texto:** Máximo 80 palavras por instrução/informação para A1-Leve; máximo 40 palavras para A1-Moderado.

**c) Coerência pedagógica interna**
- **Alinhamento EBP-objetivo:** Cada elemento do material deve poder associar-se a uma EBP da lista permitida. Mínimo 90% de cobertura.
- **Progressão de dificuldade:** Em sequências, o incremento de complexidade entre sessões deve ser ≤ 15% (regra do "passo pequeno").

#### 7.3. Controle de versões e retroalimentação

- **Versionamento semântico:** `MAJOR.MINOR.PATCH` (ex.: 4.1.2).
  - `MAJOR`: Mudança no marco taxonômico ou arquitetura do prompt.
  - `MINOR`: Nova EBP incorporada ou nova categoria de material.
  - `PATCH`: Correção de erros, melhora de redação, atualização de URL.
- **Registro de mudanças (CHANGELOG):** Cada versão deve documentar: o que mudou, quem mudou, por quê, data, referência à evidência que justifica a mudança.
- **Canal de retroalimentação:** Formulário padronizado para docentes que reportem: erros no material gerado, dificuldades de implementação, sugestões de melhora, dados de efetividade (se estiverem disponíveis).

### PARTE B: O QUE VOCÊ TEM DE FAZER NESTA PARTE? (PASSO A PASSO)

**Passo 1. Antes de compartilhar seu prompt, passe pelo "filtro de 5 perguntas"**
1. Tem ao menos 2 estudos científicos de respaldo? → Se não, busque mais.
2. Gera materiais que um docente pode usar tal qual em 80% dos casos? → Se não, simplifique-o.
3. Não promete curar nem usa métodos raros? → Se usa, apague-os.
4. Foi provado por ao menos 3 pessoas? → Se não, peça a colegas que o provem.
5. Dá resultados parecidos se o usar várias vezes? → Se muda muito, ajuste as instruções.

**Passo 2. Calcule a legibilidade (se é um texto)**
- Conte: palavras de 3+ sílabas, frases totais, palavras totais.
- Aplique a fórmula de Fernández-Huerta. Dá mais de 60? Se não, simplifique as frases.

**Passo 3. Guarde seu prompt com versão e data**
- Não o chame de "prompt_final". Chame-o: `MTF_A1-Leve_EP2_LENG_Ficha_v1.0_2026-09-03.md`
- Assim, quando o melhorar, saberá qual é a última versão.

---

## CAPÍTULO 8: ANEXO TÉCNICO — REPOSITÓRIO, METADADOS E GOVERNO DO CÓDIGO DE PROMPT

### PARTE A: EXPLICAÇÃO DETALHADA E RIGOROSA

#### 8.1. Estrutura de pastas do repositório

    repo-prompts-neurodivergencia/
    ├── README.md
    ├── LICENSE (CC BY-SA 4.0)
    ├── CHANGELOG.md
    ├── docs/
    │   ├── guia_metodologica_v4.0.md
    │   ├── protocolo_anonimizacao.md
    │   └── tutorial_primeros_pasos.md
    ├── marcos/
    │   ├── MTF-M_dimensoes.md
    │   ├── CPA_plantilla.md
    │   └── MIEA_protocolo.md
    ├── prompts-maestros/
    │   ├── dimensao-A/
    │   │   ├── A1-Leve/
    │   │   │   ├── MTF_A1-Leve_EP1_LENG_Ficha_v1.0.md
    │   │   │   └── ...
    │   │   └── A1-Mod/
    │   ├── dimensao-B/
    │   ├── dimensao-C/
    │   ├── dimensao-D/
    │   ├── dimensao-E/
    │   └── dimensao-F/
    ├── exemplos-pcp/
    │   └── [exemplos de Prompts Concretos Personalizados anonimizados]
    ├── ferramentas/
    │   ├── calculadora_legibilidade.py
    │   ├── gerador_etiquetas.py
    │   └── checklist_validacao.md
    └── evidencia/
        ├── fichas_extracao/
        └── bibliografia_basica/

#### 8.2. Esquema de metadados YAML para cada prompt-mestre

Cada arquivo de prompt-mestre deve incluir um bloco YAML frontal com os seguintes campos:

    ---
    mtf_m:
      etiqueta: "MTF_A1-Leve+B1-Inat_EP2_LENG_Ficha"
      dimensoes: ["A1", "B1"]
      severidades: ["Leve", "Inat"]
    nivel_educacional: "EP2"
    area_curricular: "LENG"
    formato_saida: "Ficha"
    versao:
      major: 4
      minor: 0
      patch: 0
    data_criacao: "2026-09-03"
    data_ultima_revisao: "2026-09-03"
    autor: "[Nome ou alias]"
    revisores:
      cientifico: "[Nome]"
      pedagogico: "[Nome]"
      seguranca: "[Nome]"
    validacao:
      fase_v1: true
      fase_v2: true
      fase_v3: true
      fase_v4: true
      fase_v5: true
      pontuacao_sus: 4.5
    ebp_referenciadas:
      - "Visual Supports (NCAEP, 2020)"
      - "Explicit Instruction (WWC, 2018)"
      - "Self-Management (NCAEP, 2020)"
    lista_negra_verificada: true
    licenca: "CC BY-SA 4.0"
    ---

#### 8.3. Governo do código de prompt: controle de mudanças e contribuições

**Regras de contribuição:**
1. **Fork e pull request:** Toda mudança propõe-se mediante PR, nunca direto a `main`.
2. **Revisão obrigatória:** Mínimo 1 revisor científico + 1 revisor pedagógico aprovam o PR.
3. **Issue tracking:** Os erros, sugestões e petições de novo prompt gerenciam-se mediante *issues* etiquetados: `[bug]`, `[melhoria]`, `[novo-prompt]`, `[evidencia-nova]`.
4. **Documentação de mudanças:** Cada PR deve incluir: descrição da mudança, justificação baseada em evidência (se aplica), impacto em prompts dependentes, atualização de CHANGELOG.

### PARTE B: O QUE VOCÊ TEM DE FAZER NESTA PARTE? (PASSO A PASSO)

**Passo 1. Crie uma pasta no seu computador ou na nuvem (Google Drive, Dropbox...)**
- Nomeie-a: `Meus_Prompts_Neurodivergencia`.
- Dentro, crie pastas: `Fichas`, `Sequencias`, `Apoios_Visuais`.

**Passo 2. Guarde cada prompt com um nome claro**
- Use o código MTF: `MTF_B1-Inat_EP1_MAT_Ficha_v1.md`.
- Nunca o chame `prompt1.md` ou `novo.md`. Em 2 semanas não se lembrará do que é.

**Passo 3. Acrescente uma "ficha técnica" ao princípio**
- Copie o bloco YAML da seção 8.2 e preencha-o.
- Assim, quando o compartilhar com um colega, ele saberá: para que perfil é, que evidência tem, se está validado.

**Passo 4. Compartilhe com cuidado**
- Se o subir a um repositório público (GitHub), assegure-se de que NÃO contém nomes de crianças reais.
- Se o compartilhar em um grupo de docentes, inclua sempre esta guia metodológica para que saibam como usá-lo.

---

## REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CENTRADAS E VERIFICÁVEIS

### Normas e marcos classificatórios

- American Psychiatric Association. (2022). *Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders* (5th ed., text rev.). https://doi.org/10.1176/appi.books.9780890425787
- Organização Mundial da Saúde. (2022). *CID-11: Classificação Internacional de Doenças* (11ª rev.). https://icd.who.int/browse11
- Organização Mundial da Saúde. (2007). *CIF-CY: Classificação Internacional do Funcionamento, da Incapacidade e da Saúde — Versão para Crianças e Jovens*. OMS.
- CAST. (2018). *Universal Design for Learning Guidelines version 2.2*. http://udlguidelines.cast.org
- AENOR. (2018). *UNE 153101:2018. Critérios gerais para a elaboração de documentos de Leitura Fácil*. Madrid: AENOR.

### Evidência científica e práticas baseadas em evidência

- Council for Exceptional Children. (2014). *Standards for evidence-based practices in special education*. Exceptional Children, 80(5), 1–16.
- Steinbrenner, J. R., Hume, K., Odom, S. L., et al. (2020). *Evidence-based practices for children, youth, and young adults with Autism* (NCAEP, 2020). The University of North Carolina at Chapel Hill. https://afirm.fpg.unc.edu/ncaep-2020
- Wong, C., Odom, S. L., Hume, K. A., et al. (2015). *Evidence-based practices for children, youth, and young adults with autism spectrum disorder: A comprehensive review*. Journal of Autism and Developmental Disorders, 45(7), 1951–1966. https://doi.org/10.1007/s10803-014-2381-1
- What Works Clearinghouse. (2020). *Procedures and Standards Handbook, Version 4.1*. U.S. Department of Education. https://ies.ed.gov/ncee/wwc/Docs/referenceresources/WWC-Handbook-4-1.pdf
- National Reading Panel. (2000). *Teaching children to read: An evidence-based assessment of the scientific research literature on reading and its implications for reading instruction*. NIH Pub. No. 00-4769.

### Intervenções específicas e desenhos metodológicos

- Abikoff, H., Gallagher, R., Wells, K., et al. (2013). *Organizational skills training for children with ADHD: A randomized controlled trial*. Archives of General Pediatrics & Adolescent Medicine. https://doi.org/10.1001/2013.jamapediatrics.437
- Gray, C. A. (2010). *The New Social Story Book* (10th anniversary ed.). Future Horizons.
- Jitendra, A. K., Star, J. R., Starosta, K., et al. (2007). *Improving seventh grade students' learning of ratio and proportion*. Journal of Educational Psychology. https://doi.org/10.1037/0022-0663.99.1.1
- Langberg, J. M., Epstein, J. N., Graham, A. J. (2008). *Organizational skills deficits in children with ADHD*. School Psychology Review.
- McDonnell, A. (2019). *The Low Arousal Approach: Supporting individuals in extreme distress*. Studio 3.
- Palincsar, A. S., & Brown, A. L. (1984). *Reciprocal teaching of comprehension-fostering and comprehension-monitoring activities*. Cognition and Instruction, 1(2), 117–175.
- Wei, J., Wang, X., Schuurmans, D., et al. (2022). *Chain-of-thought prompting elicits reasoning in large language models*. Advances in Neural Information Processing Systems, 35, 24824–24837.

### Prevalência e comorbidade

- Crane, L., Goddard, L., & Pring, L. (2018). *Sensory processing in adults with autism spectrum disorders*. Autism, 13(3), 215–228.
- DuPaul, G. J., Gormley, M. J., & Laracy, S. D. (2013). *Comorbidity of LD and ADHD*. Journal of Learning Disabilities, 46(1), 43–51.
- Leitner, Y. (2014). *The co-occurrence of autism and attention deficit hyperactivity disorder in children*. European Journal of Pediatrics, 173(3), 287–293.
- Pfeiffer, B., Daly, E., Nicholls, E., & Gullo, D. (2018). *Sensory processing in children with ADHD*. American Journal of Occupational Therapy.
- Rommelse, N. N., Franke, B., Geurts, H. M., et al. (2010). *Shared heritability of attention-deficit/hyperactivity disorder and autism spectrum disorder*. European Child & Adolescent Psychiatry, 19(3), 281–295.

### Proteção de dados e normativa

- Parlamento Europeu e Conselho da UE. (2016). *Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD)*, Regulamento (UE) 2016/679. JOUE L 119, 4.5.2016.
- Ley Orgânica 3/2018, de 5 de dezembro, de Proteção de Dados Pessoais e garantía dos direitos digitais (LOPDGDD). BOE núm. 294, 6.12.2018.
- Ley Orgânica 3/2020, de 29 de dezembro, pela que se modifica a Ley Orgânica 2/2006, de 3 de maio, de Educação (LOMLOE). BOE núm. 340, 30.12.2020.

> **Nota final da v4.0:** Esta guia foi submetida a revisão crítica exaustiva. Foram eliminadas referências não verificáveis, corrigidas fórmulas de legibilidade, atualizada a hierarquia de evidência conforme os padrões CEC (2014) e NCAEP (2020), e reforçado o protocolo de anonimização conforme ao RGPD. Recomenda-se revisar esta guia a cada 12 meses ou ante atualizações significativas dos marcos de referência (DSM, CID, NCAEP, UDL).

*Documento gerado em 3 de setembro de 2026. Última revisão: v4.0.*
